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A vida é rock?
EU TAMBÉM!!!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010


Dedico um espaço todo especial para falar e lembrar da maior e melhor banda de rock do brasil de todos os tempos. Uma banda que mesmo depois de extinta, continua conquistando aos mais variados tipos e embalando os sonhos dos eternos revoltados sonhadores, Nós!

Meninos e meninas, com vocês:

Legião Urbana

No início da história da banda Legião Urbana, bem no começo, estava o punk. Como nenhum começo é absoluto (o que existia antes do começo?), o punk era um princípio, digamos assim, arbitrário. Outros começos poderiam ser válidos: não seria absurdo citar as "Sun Sessions" de Elvis ou os gritos de "Love Me" dos Beatles como pontos de partida "alternativos". Mas foi o do-it-yourself, que está na base estética/política do punk, que motivou o aparecimento de um "movimento" de rock em Brasília no final dos anos 70, do qual saiu o banda Legião Urbana.

Ser punk em Brasília não era exatamente um ato de rebeldia. Impossível ser apenas rebelde quando se conhece, de cor e salteado (como os punks brasileiros conheciam), a história dos Sex Pistols. A rebeldia já tinha sido desmistificada como mais uma estratégia de marketing necessária para o bom funcionamento da Industria Cultural. Malcom McLaren apenas tornou evidentes os mecanismos de produção de ídolos rebeldes. Depois dos Sex Pistols, a rebeldia sem causa não deveria ter nenhum futuro. O que restava era a desilusão, e a possibilidade de ti- rar proveito de uma sociedade que precisa de ilusão (incluindo ídolos rebeldes) para sobreviver.

O "no future" dos punks acabou se mostrando cheio de consequências e de diferentes futuros. A cena pop internacional passou a funcionar na base de estilhaços de novos "movimentos" (muitos deles, seguindo o exemplo da turma dos Sex Pistols, apenas produtos de releituras ou revivals de momentos anteriores da história do rock), todos com direito aos seus 15 minutos de fama e hits. No primeiro dia de 1985, data em que a Legião Urbana lançou seu primeiro disco, o punk já era uma lembrança remota, o "New Wave" já havia se tornado um passado comprometedor, Ian Curtis já tinha se suicidado há quase 5 anos e o "Hardcore" já se cansava da tentativa desesperada de levar a rebeldia do punk a sério. A música da Legião Urbana só podia refletir esse fragmentado estado criativo, onde não existe mais qualquer cartilha a ser seguida e onde toda nova banda está condenada a reinventar, seguindo o exemplo dos Sex Pistols, sua própria história do pop.

"Será", a primeira canção do primeiro disco da Legião Urbana começa com os seguintes versos: "Tire suas mãos de mim / Eu não pertenço a você". Parecia uma declaração de princípios punks, autoritária e arrogante, onde o grito de independência pressupõe o corte de todos os laços (afetivos, de qualquer tipo de pertencimento) com o mundo ao redor e com as pessoas que vivem nesse mundo. Mas "Será" não é, nem de longe, uma re-edi ção irônica de "Sub-Mission" dos Sex Pistols. "Será" é o início do diálogo (com um "você" ambíguo, em constante metamorfose, que re-aparecerá em inúmeras outras músicas da Legião Urbana) e a primeira tentativa de construção de um outro mundo regído por princípios éticos pós-punks, que levem em conta (e ao extremo) a ausência de futuro e a descrença radical sobre o que passou.

"Será" é antes de tudo uma canção romântica (não foi por acaso que também fez sucesso na voz de Simone e no rítmo melodramático do pagode-suingue), tão romântico quanto a escrita do mais desesperado poeta romântico alemão, que também vivia o fim de um mundo. O sentimento predominante em "Será", e nas demais faixas do primeiro disco da Legião Urbana, não é a revolta, mas sim o desamparo ("Quem é que vai nos proteger?") e a necessidade urgente de criação de uma nova comunidade, sem depender de ninguém, já que ninguém nos protege.

Essa proposta (assim mesmo desesperada e desamparada) utópica da Legião já foi interpretada/acusada de messianismo. Pode ser o caso, mas trata- se certamente de um messianismo paradoxal ou radical (mesmo em seus momentos mais cristãos), um messianismo que não transmite a "boa pala- vra", mas sim o eterno retorno do "no future" como a nova ética, uma ética sempre descrente de seus princípios, da possibilidade de melhorar o mundo, ou da existência de alguma solução para qualquer problema. Solução? Em "Teorema" a própria idéia de solução é colocada de forma suspensa: "Não sabemos se isso é problema / Ou se é a solução". Tudo é (repito: por princípio) motivo para dúvida: "Se eu soubesse lhe dizer qual é a sua tribo / Também saberia qual é a minha" (Petróleo do Futuro); "Vivemos num planeta perdido como nós / Quem sabe ainda estamos a salvo" (Perdido no Espaço); "Qual é a diferença?" (Baader-Meinhof Blues); "Quem é o inimigo?" (Soldados); "Eu não sei mais o que / Eu sinto por você" (Ainda é Cedo).

O estar perdido (em qualquer espaço, e não apenas no Brasil), à deriva, também se reflete numa errância por vários estilos musicais pós-punk. Legião Urbana 1 é quase um álbum colcha-de-retalhos onde convivem vários ecos da fragmentação pós-punk. "A Dança" lembra o funk-punk do Gang of Four, "Ainda É Cedo" tem a melancolia do "Joy Division" e do primeiro "U2". A Legião Urbana gravou até um reggae e um "punk-básico" (mesmo na letra) como "Geração Coca-Cola" (composição do tempo do "Aborto Elétrico", primeiro grupo "punk" de Brasília, primeiro grupo musical de Renato Russo). Não era possível perceber, a partir desse disco de estréia, quais seriam os próximos passos musicais da banda.

Muitos pontos de vista musicais convivem em cada faixa. Muitas vozes conflitantes cantam cada letra. A Legião Urbana inaugura nesse disco todos os procedimentos poéticos que serão desenvolvidos nos próximos lançamentos. Muitas vezes quem canta é um personagem, que pode citar outros personagens. Outras vezes são contadas histórias sem que se saiba quem está no comando da narrativa. Não existe uma visão de mundo privilegiada, não existe ideologia unida, não existe futuro para quem não acredita em futuro.

Mas nada disso fica totalmente claro. Até porque a última canção desse disco coloca tudo, mais uma vez, de forma suspensa, tudo provisório, tudo parece estar aqui apenas "Por Enquanto". Não é só pela predominância dos sintetizadores (e não das guitarras elétricas, como nas outras músicas) que "Por Enquanto" é, de certa forma, desconsertante. O disco termina com uma declaração no mínimo inesperada: "Estamos indo de volta pra casa". Algo aconteceu entre o "tire as suas mãos de mim" e o "estamos indo de volta pra casa". Então existe uma casa, um local de repouso, uma utopia tranquila? Que casa é essa, onde ela fica, quem está indo de volta? Esta casa é o "nosso" futuro? Respostas nos próximos discos? Haverá próximos discos se encontrarmos a casa?

"Dois", o segundo disco da Legião Urbana, lançado em julho de 1986, não traz respostas óbvias. E as perguntas são "complexificadas". O disco começa com uma colagem sonora onde se escuta, em meio a outros ruídos e outras músicas, o seguinte trecho de "Será": "Brigar pra quê / Se é sem querer". Mas parece que alguma coisa mudou, porque as perguntas (e talvez a ausência de respostas e de um local de repouso no final da errância) não incomodam tanto, porque foi descoberta uma maneira de se conviver — pacificamente — com a perplexidade: "Ainda estou confuso / Só que agora é diferente / Estou tão tranquilo / E tão contente" ("Quase Sem Querer"). Parece que foi encontrado um antídoto contra a maldade e o erro, quase como se a resposta procurada fosse a resignação: "Nada mais vai me ferir / É que eu já me acostumei / Com a estrada errada que segui / E com a minha própria lei" (Andrea Doria).

Mas a resignação não é tudo. Em "Dois" torna-se mais clara uma outra faceta inesperada, principalmente levando em consideração sua origem punk: uma "vontade" de religião e piedade. Em Baader-Meinhof Blues, no primeiro disco, já aparece um vestígio de sentimento cristão; critica-se uma sociedade para a qual "amar ao próximo é tão demodé". Mas em "Dois" o que estava submerso em metáforas e ironias vem à tona; sua primeira faixa, logo a mais "explicitamente" sexual, tem um título bíblico: Daniel na Cova dos Leões. Em "Fábrica", logo a mais punk (coloca-se de lado a indignação de "Metrópole") e a Legião canta: "Nosso dia vai chegar" e "Quero justiça".

Fonte:musicblog.com.br

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Paralamas
do Sucesso

O Paralamas do Sucesso foi uma das poucas bandas da década de 80, que apesar de não ter surgido em Brasília como 90% dos grupos dessa época, tornou-se uma das mais importantes do Brasil. Porém, a cidade satélite teve sim sua importância, afinal, Bi e Herbert moraram um tempo por lá.

Conheceram-se no Rio de Janeiro em 1981 e, junto com Vital Dias, começaram a ensaiar. Quando finalmente haviam conseguido uma apresentação num festival universitário, o baterista Vital não compareceu. Preocupados com essa situação, os outros dois integrantes saíram atrás de um substituto e foram apresentados a João Barone por um amigo em comum. Barone tocou com eles nesse dia, e nunca mais o trio se separou.

Após mais alguns shows, cruzaram com Maurício Valladeres, que gostou do grupo e levou uma fita demo para a Rádio Fluminense. A música Vital e Sua Moto tornou-se uma das mais pedidas da rádio e eles assinaram com a EMI-Odeon.

O álbum de estréia, Cinema Mudo, chegou em 1983, e já trazia dois clássicos: Química e Cinema Mudo. A repercussão foi muito positiva e o próximo trabalho foi lançado logo no ano seguinte. Intitulado O Passo do Lui, esse segundo disco fez enorme sucesso. Muitas faixas tornaram-se hits, como Óculos, Meu Erro e Ska, e as vendas também subiram. Em 1985, tocaram na primeira edição do Rock in Rio e a essa altura, já eram famosos em todo o país.

O terceiro álbum, Selvagem? consolidou de vez a carreira da banda. As letras estavam mais sérias e as composições mais bem elaboradas. Músicas como A Novidade, Alagados e Melô do Marinheiro, somadas ao sucesso conquistado no Rock in Rio, no ano anterior, fizeram com que Selvagem? vendesse aproximadamente 600 mil cópias.

Esse fenômeno chamou a atenção de outros países. Em 1987, foram convidados para participar do Festival de Montreux, na Suíça, e registraram tudo no álbum D. No mesmo ano a coletânea Paralamas do Sucesso foi editada apenas na Europa.

Em 1988, foi lançado Bora Bora. O álbum não foi tão bem quanto os anteriores, mas mesmo assim O Beco, Uns Dias e Quase um Segundo tocaram exaustivamente nas rádios. Os Paralamas fecharam a década de 80 com Big Bang. Dois grandes clássicos, Lanterna dos Afogados e Perplexo garantiram a boa aceitação do público.

O primeiro trabalho dos anos 90 foi, na verdade, uma coletânea: Arquivo, que trazia ainda de bônus a inédita Caleidoscópio. O álbum inédito viria em 1991, com o nome de Os Grãos. Apesar da boa produção e dos hits Sábado e Trac-Trac, esse disco não deu muito resultado.

Em 1992, Hebert Vianna lançou o solo Ê Batumaré e somente dois anos depois chegaria o novo dos Paralamas. Intitulado Severino, gravado e mixado na Inglaterra, com o produtor Phil Manzarena, o álbum foi o maior fracasso comercial da carreira do grupo. Os fãs definitivamente não gostavam de complicação e a banda estava cada vez mais intelectual.

Para recuperar o nome e o dinheiro perdido com Severino, lançaram em 1995, Vamo Batê Lata. O álbum era duplo: o disco 1 ao vivo e o disco 2 com quatro faixas inéditas. Todos os grandes hits da carreira da banda estavam no track list, sendo que alguns ganharam uma cara nova quando interpretados ao vivo.

O resultado foi muito melhor que o esperado e Vamo Batê Lata se aproximou de 1 milhão de cópias vendidas. Feitas as pazes com o público, gravaram Nove Luas, em 1996. Com composições simples e despreocupadas, esse álbum foi muito bem nas paradas, para alegria da banda.

Em 1997, em comemoração aos 15 anos de carreira da banda, a gravadora lançou Pólvora, uma caixa com os oito primeiros discos remasterizados no famosíssimo Abbey Road Studios. Ainda no mesmo ano, saiu o segundo solo de Vianna, Santorini Blues.

Com o bom desempenho de Nove Luas, havia uma certa ansiedade em relação ao que viria a seguir. Porém, o trio já havia reencontrado a fórmula mágica e Hey Na Na, de 1998, não decepcionou os fãs. Durante esses dois últimos trabalhos, os Paralamas fizeram diversos clips e faturaram alguns prêmios da MTV. A emissora então convidou a banda para gravar um acústico e eis que, em 1999, o Acústico MTV chegou às lojas. Dessa vez, versões de algumas músicas não muito conhecidas, covers de Chico Science e Legião Urbana, além da participação de alguns convidados, deram a tônica do álbum.

Tudo ia bem, até que uma triste notícia surpreendeu a todos: no dia 4 de fevereiro de 2001, Herbert Vianna sofreu um acidente de ultraleve em Mangaratiba, litoral sul do Rio de Janeiro. Sua mulher, a inglesa Lucy Needhan, de 36 anos, morreu no local e o cantor conseguiu sobreviver, apesar de ter sido internado em estado considerado gravíssimo.

Com o apoio da família e dos companheiros de banda, além da legião de fãs, o músico conseguiu se recuperar de forma surpreendente e, apesar de estar numa cadeira de rodas, continuou sua carreira com o Paralamas, lançando em 2002 o álbum Longo Caminho, mostrando que o título do álbum realmente indicava o futuro da banda.

Uns Dias, gravado ao vivo no Olympia, em São Paulo, em novembro de 2003, com participação de vários artistas, foi lançado em 2004, trazendo os grandes clássicos da banda.

Hoje é o álbum de inéditas, lançado em 2005, com participação de Manu Chao, Andreas Kisser e Nando Reis, entre outros, mostrando que os Paralamas continuam firmes e com muita energia para novos hits.

Fonte: bastaclicar.com.br
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Engenheiros do hawaii

Entre as bandas de Rock brasileiras, pode-se afirmar que Engenheiros do Hawaii está entre as que possuem mais variedades tonais durante o percurso do grupo. Da música Pop a moda Paralamas do Sucesso até o Rock progressivo, em suas músicas o conteúdo crítico se alia a inspirações de plurais fontes: desde o existencialista Sartre, até o grupo Pink Floyd, passando por Camus e Chico Buarque, por exemplo. No campo harmônico, as cifras dos Engenheiros do Hawaii trazem, geralmente, acordes simples (formado pelos 1º, 3º e 5º de cada acorde), mas com rápido ritmo e veloz mudança de posição entre um e outro. Desde 1985 (ano de formação), a banda sofreu alterações estilísticas e históricas, passando por diversas fases, chegando a grande popularidade demonstrada pelo número de procuras de cifras da banda pela internet. Por essa razão a seguir é narrada a história da banda, destacando os álbuns e músicas relevantes, e também, fala-se das cifras dos engenheiros do Hawaii mais procuradas na internet, apresentando as características básicas da música. A banda de Rock Engenheiros do Hawaii nasceu de uma apresentação como critica às paralisações das aulas do curso de Arquitetura em que os quatro membros iniciais estudavam, na cidade de Porto Alegre. A banda é marcante pela troca de seus membros: desde a formação somente o vocalista Humberto Gessinger permaneceu no grupo. No próprio ano de 1985 a banda se apresenta em shows alternativos e grava o primeiro disco (Longe demais das capitais) chegando rapidamente ao sucesso devido à inserção em temas de novelas da Rede Globo de Televisão. Estilisticamente, a primeira fase do grupo é marcada por nuances entre a crítica e o Pop-Rock. A música destaque do primeiro disco se chama Toda Forma de Poder e Longe demais das Capitais. O segundo álbum concede a fama ao grupo; A Revolta dos Dândis, de 1987, inova também a estética do grupo que se embasa na filosofia francesa para composição de suas letras, tornando-se, ao mesmo tempo, em uma banda de Rock and Roll progressivo. A mudança para o Rio de Janeiro faz com que a banda confeccione um Cd ao vivo, oriunda de uma apresentação no famoso Canecão. Em 1990, a música Era um Garoto Que Como Eu Amava Os Beatles e O Rolling Stones torna-se famosa, ela é integrante do álbum O Papa é Pop. Dentro desse álbum, na estética, o grupo insere mais instrumentos sintéticos, como o teclado tocado pelo próprio Humberto, e músicas em formato de balada como Pra Ser Sincero, esta é também a época que o New York Times elogia a estilística da banda. Uma revolução estética ainda acontece durante os anos 90, onde a banda mixa ao seu estilo campos harmônicos da MPB, com notas diminutas nas transições tonais, por exemplo. Isso os leva ao show acústico e a outro com a ornamentação filarmônica. Houve um período de transição dentro da história dos engenheiros do Hawaii, quando Gessinger mudou o nome da banda e trocou a composição básica do grupo, voltando a se chamar Engenheiros do Hawaii quando o nome Gessinger trio não aplacou. Uma nova era começa no começo do segundo milênio quando há a inserção do grupo no segundo Rock in Rio, a banda novamente muda a estética básica para o Punk e Pop, como nos álbuns ao vivo (10000 destinos e 10001 destinos). Desde 2004 a banda se dedica a shows e gravações acústicas, como as músicas Vida Real e Armas Químicas e Poemas lançados pela MTV em 2004. Quando eles terminaram a turnê em 2008, prometeram retornar em 2011. A procura pelas cifras e letras dos engenheiros do Hawaii na internet é grande, suas harmonias possuem rápida troca de acordes e são indicadas a pessoas que queiram treinar a sincronia entre a mão esquerda e a direita, no violão e na guitarra, por exemplo. Também são indicadas para apurar o ritmo, uma vez que é fácil perdê-lo na troca de acordes. Indica-se 10000 Destinos, Era um Garoto que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones, Pra Ser Sincero, Piano Bar, Eu Que Não Amo Você, Até o Fim, uma vez que são as mais procuradas na internet. Pode-se afirmar que a banda tem um caráter crítico em suas letras, como a conhecida critica a globalização por parte de Humberto, e também abre espaço ao Rock brasileiro em diversas variações (Progressivo, Punk, Pop, MPB, etc...).

Fonte: O Rock Através da História e das Cifras dos Engenheiros do Hawaii


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domingo, 21 de novembro de 2010

Ira! foi uma banda brasileira de rock and roll, formada em 1981, na cidade de São Paulo. Seu nome é inspirado no Exército Republicano Irlandês (Irish Republican Army). A banda anunciou seu término em setembro de 2007.

Subúrbio

No final dos anos 70, no outono da ditadura militar, Edgard Scandurra, fascinado pelo punk rock e, em busca desse som, ia a shows na periferia da cidade, para trocar informações com o pessoal. Foi então que Edgard e seu amigo Dino resolveram montar uma banda que tocasse punk, sem esquecer de Led Zeppelin e Jimi Hendrix. Nascia aí a banda Subúrbio. Nessa época, Edgard estudava no Colégio Brasílio Machado, onde volta e meia topava com um sujeito esquisito chamado Marcos Valadão Rodolfo, de apelido Nasi. Mesmo sem conhecê-lo, Edgard sentia simpatia pelo modo com que ele se vestia, e num desses encontros os dois acabaram se conhecendo, e ficando amigos. Mais tarde, Edgard chamou o Nasi para participar do Subúrbio, no festival interno do colégio Objetivo. Nessa época, o grande hit do Subúrbio era "Pobre Paulista", que mais tarde viraria um dos grandes hits do Ira!. Em 1980, Edgard foi convocado para servir o exército, e foi lá onde Edgard iria compor N.B. ("Núcleo Base"), que por sua vez também viraria um grande hit do Ira!, um ano depois (em 1981), Nasi chamaria o amigo Edgard para tocar num show na PUC e ali surgiria o Ira!, ainda sem exclamação, e com nome inspirado no Exército Republicano Irlandês. Completavam a formação o baterista Fabio Scattone, e o baixista Adilson. Dois anos se passaram até que o produtor Pena Schimidt descobriu a banda, nessa época contando com Charles Gavin (viria a se tornar membro dos Titãs) na bateria e Dino (velho companheiro da antiga banda Subúrbio) no contrabaixo, e os levou até a gravadora Warner, onde o Ira! gravaria seu primeiro compacto. O compacto contava com as músicas "Gritos na Multidão" e "Pobre Paulista".

O Ira! surgiu a partir da banda Subúrbio, que agregou o guitarrista Edgard Scandurra (ex-Ultraje a Rigor) e o vocalista Nasi. Depois de algumas mudanças de formação, a banda se estabilizaria ao redor dos dois e do baixista Ricardo Gaspa e o baterista André Jung. O grupo lança seu primeiro disco, Mudança de Comportamento, em 1985, mas o sucesso só viria em 1986, com o álbum Vivendo e Não Aprendendo, com hits como "Dias de Luta", "Envelheço na Cidade" e "Flores em Você" (esta última incluída na abertura da novela O Outro, da Rede Globo, no ano de 1987). Depois de se afastar da mídia por preferir continuar atrelada às suas raízes punk e de lançar vários discos nos anos 80 e 90, o Ira! retoma o sucesso com o lançamento do Acústico MTV em 2004, que consolida a banda entre os maiores nomes do rock brasileiro.

Fonte: wikipedia

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